Arqueólogos acharam intacta a pedra de calcário do túmulo de Cristo
- 3 de nov. de 2016
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Foto: THOMAS COEX / AFP

Foto mostra a entrada da Edícula da Tumba na Basílica do Santo Sepulcro
As primeiras conclusões que os arqueólogos da Universidade Nacional e Técnica de Atenas, na Grécia chegaram sobre o local onde seria o túmulo de Jesus, segundo a tradição cristã, revelaram que a cama funerária onde o corpo teria sido colocado permaneceu intacta. A tumba aberta no início da semana passada tinha esta como uma das grandes questões a serem esclarecer.
O túmulo que está localizado dentro da Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém e foi aberto pela primeira vez desde 1555, guardou o corpo de Jesus Cristo após a crucificação, neste tipo de cama funerária da época cavada nas paredes de uma caverna calcária, isto em 30 ou 33 d.c. A caverna está dentro da edícula, um tipo de casa pequena, reconstruída entre 1808 e 1810, depois do incêndio que atingiu a Basílica, na época.
Conforme a revista americana National Geographic as portas da Basílica foram fechadas algumas horas antes do encerramento do dia 26 de outubro. Foram permitidas 60 horas para análises pelos grupos religiosos de católicos, ortodoxos e coptas que regem o local, os pesquisadores, na oportunidade retiraram as placas que cobriam o túmulo e estudaram o mármore da caverna. Após retirarem a primeira camada, os arqueólogos encontraram uma pilha de entulho e uma nova pedra de mármore, isto na noite de 28 de outubro, poucas horas antes vencer o prazo. Essa segunda camada era de cor cinza e possuía uma pequena cruz gravada. Embaixo dela estava a cama funerária intacta.
Após colheram alguns dados, os cientistas e fecharam o túmulo, novamente com o seu revestimento original. Agora restaurado pela equipe, não poderá mais ser aberto, provavelmente por anos ou até mesmo milênios. “A conservação arquitetônica que estamos realizando está destinada a durar para sempre”, afirmou Antonia Moropoulou, pesquisadora e responsável pela pesquisa inédita, em entrevista a revista.
Dentro da programação a edícula está sendo restaurada pela equipe. Ela que ao longo da história sofreu um incêndio em 1808, além da estrutura ter sofrido danos causados por um terremoto em 1927 e que estava sustentada por estacas que foram colocadas 20 anos depois, para segurar a pequena casa.
A reforma deve terminar no primeiro semestre de 2017 e é uma parceria da National Geographic Society, a Universidade Nacional e Técnica de Atenas, na Grécia, o rei da Jordânia, Abdullah II e da ONG americana World Monuments Fund (WMF, na sigla em inglês).









































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