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E agora, nossas crianças estão crescendo agressivas

  • 1 de nov. de 2016
  • 3 min de leitura

O vídeo da garota de 14 anos que foi torturada por quatro adolescentes em Goiás e posteriormente o vídeo do depoimento das autoras do espancamento, registrou um quadro de grande preocupação a toda sociedade. O mundo de deformidades de valores e princípios tem degenerado até nossas crianças.

No G1 “Ao relatar o que aconteceu, uma das menores, de 14 anos, se indignou porque a vítima conseguiu escapar. "Todo mundo aqui estava com raiva dela. Porque ela não gosta da gente por causa desse negócio de «namoradinho». No nosso pensamento, íamos bater nela, ela ia morrer e nós íamos enterrar ela. Só que aí não deu certo porque nós somos frouxa, sabe. Nós não damos conta de começar o serviço e terminar", disse”.

O ocorrido faz reafirmar o caminho da prática de assassinatos, agressões, envolvimento com as drogas, do consumo excessivo do álcool quando ainda muito jovens, atravessaram os muros das escolas e o Brasil já é um dos países onde alunos mais agridem professores em sala de aula e arredores escolares.

Não é nem necessário ir longe. Em Bagé, quem não lembra da menina também de 14 anos que foi surpreendida ao sair de uma festa no centro da cidade e fatalmente atingida por outra adolescente, por facadas. As imagens da agressora batendo ansiosamente com a faca na palma da mão, demonstram o estado de brutalidade que ela estava cometida naquele momento. Depois o levantado nas investigações mostraram indicativos de desvios que já ocorriam, inclusive com agressão a outra garota por “não gostar”.

O fato hoje que perdura é dos atos infracionais que se sucedem em uma velocidade que a banalizarão vez ou outra toma ares de indignação. As autoridades e a sociedade em geral, discutem como solução a redução da Menor Idade Penal, além de surgirem teorias relacionadas com as proibições que protegem a criança em não receber punição como as feitas no passado pelos pais, como a “palmada”.

Para Stheffany Gonçalves Nunes, de 14 anos de idade, obreira na Igreja Templo da Fé e da Glória de Deus de Bagé o sentimento de “dominância” ocorre em adolescentes em milhares de lares e os familiares nem se apercebem. O ‘’estupim’’ do descompasso na adolescência chega por diversas formas. “Isto quando chega ou mesmo é percebida pelo garoto ou garota dentro do nosso turbilhão de hormônios”, salienta Nunes que confidência que já passou por muitas situações bastante compactantes.

O que foi fundamental para sua saída de um mundo sem volta que estava entrando foi a sua assiduidade nas reuniões na Igreja. Para ela a dinâmica do mundo que chega propicia a sensação de estar se aprisionando em pensamentos e atitudes pouco convencionais. “A coisa vai se dando, tomando forma. Quando você vê a turma é diferente, a roupa, os gostos, os desejos e principalmente a sua atitude, a mentirinha deixou de ser exceção. A família é uma droga, você está em outra, de corpo e alma”, lembra. Há um grande vazio que vem acompanhada com tristeza que ela percebeu sumir quando estava nos cultos e se encontrava com os amigos.

O convívio com outros jovens que estão em uma mesma sintonia é importante para o resgate e “se eles estão ali contigo na igreja fica legal”. O após entender que "igreja não é coisa para velho" vem o reconhecimento em se tornar um vencedor em Cristo, na sua obra. O vazio tornasse a querer ser usado para algo maior, que emociona e com sua presença se vai além.

Com um sentido sendo construído em sua vida os ambientes anteriores já não faziam falta, as festas não eram tão chocantes assim, a rebeldia em debochar, rir dos outros não tinham mais a graça de antes, mentir era desnecessário. Até a agressividade em desejar se “botar de unhas e dentes” nas pessoas que discordavam foi sendo revertido em uma profunda calma em seu coração.

Stheffany acredita que o processo a ela ofertado pela irmã ao convidá-la para ir a igreja tenha dado a significância necessária para barrar algo de muito ruim que parecia se avizinhar em sua vida. “Nada pode ser imposto, mas o esforço em levar o adolescente a dar a se conhecer a Deus é o passo nosso, o resto deixa para o Espírito Santo que ele se encarrega de inserir e inspirar o caminho a ser tomado”, afirma em um largo sorrido de vitória.


Foto: Arquivo

Obreira na Igreja Templo da Fé e da Glória de Deus de Bagé


 
 
 

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