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A morte dos apóstolos de Jesus Cristo

  • 29 de ago. de 2016
  • 4 min de leitura

O fim dos dias dos apóstolos de Jesus em vida por não ter relato bíblico como o de Tiago (irmão de João) e Judas é especulado pela tradição e parcos indícios históricos. Eram pastores, pescadores, coletores de impostos e outras funções bem comuns, do cotidiano da época. Estes homens comuns, ao serem chamados por Cristo para ajudar a divulgar a Palavra de Deus, tiveram além da honra de acompanhar e compartilhar dos passos do Messias, foram incumbidos de continuar a espalhar o Evangelho após sua morte, ressurreição e subida aos céus.

Advertência do Jesus de que o chamado não seria nada fácil e os riscos não seriam poucos, não os segurou de seguirem no caminho por amor de Deus. “Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. Sereis odiados por todos por causa do meu nome. Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação. Lucas 21. 16-19

Exceto Judas Iscariotes, os demais sabiam que também seriam perseguidos. “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.” João 15.18-21

Um dos apóstolos cuja morte está registrada nas Escrituras é Tiago (o irmão de João): “E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; E matou à espada Tiago, irmão de João.” Atos 12.1,2

O outro seguidor de Cristo cujo fim consta na Bíblia é Judas Iscariotes, que traiu Cristo, influenciado pelo diabo. Enforcou-se, corroído pelo remorso: “Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, Dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.” Mateus 27.3-5

Os outros, suas mortes são conhecidas devido à tradição dos registros históricos. Os dados podem até ser em parte imprecisos, mas é o mais próximo encontrado hoje.

Pedro teria sido crucificado em Roma quando da perseguição do imperador Nero aos cristãos. Há crença de que tenha sido crucificado de cabeça para baixo e duas versões para o motivo: A primeira por seu próprio pedido, por não se achar digno de morrer da mesma forma que seu Salvador. A segunda a de que foi feito para humilhá-lo ainda mais. Teria morrido sufocado pelo próprio sangue.

André, segundo crêem, foi amarrado a uma cruz em forma de “X” na Grécia, onde foi para pregar o Evangelho.

Tomé, o que só acreditou na ressurreição de Jesus após ver e tocar seus estigmas, tornou-se um dos mais ativos pregadores no leste da Síria. Teria sido morto na Índia por lanças de soldados locais.

Filipe teria sido executado por ordem de um nobre de Cartago (norte da África, então Ásia Menor), irado por sua esposa ter se convertido ao cristianismo por causa do apóstolo. Uns afirmam que foi preso e torturado até morrer, enquanto outros defendem que foi crucificado. Há ainda quem diga que foi crucificado e apedrejado na Frígia, na atual Turquia.

Mateus, o ex-publicano (coletor de impostos), teria sido apunhalado na Etiópia, segundo a tradição.

Dizem que Bartolomeu foi esfolado vivo e decapitado a mando do dirigente de Albanópolis, atual Derbent, na Rússia, onde ele teria chegado em trabalho de evangelização.

Tiago, filho de Alfeu, parente de Jesus e influente líder do cristianismo em Jerusalém, pode ter sido apedrejado na cidade logo após a morte do governador romano Pórcio Festo, no ano 62, segundo o historiador Flávio Josefo em sua famosa obra “Antiguidade Judaica”. A acusação para tal sentença seria a “violação da lei” dos judeus, alegada pelo sumo-sacerdote Ananus.

Simão, conforme dizem, foi morto a machadadas pela multidão, instigada por sacerdotes pagãos e autoridades após negar sacrifício ao deus sol na Pérsia. Este também teria sido o destino de Judas Tadeu, na mesma ocasião.

Matias, que substituiu Judas Iscariotes (Atos 1.15-26), segundo a tradição, seguiu a pregar pela Síria com André. Teria sido executado numa fogueira.

Lucas, o médico, não conheceu Jesus pessoalmente, mas recolheu relatos dos apóstolos e escreveu o evangelho que leva seu nome em linguagem mais detalhada. A ele também é atribuída a autoria do livro de Atos. Teria sido enforcado em uma árvore na Grécia.

Paulo, ex-Saulo de Tarso, perseguidor de cristãos convertido em um dos maiores evangelistas da história, não conviveu com Cristo quando Ele habitou a Terra em carne, mas é até hoje considerado um grande apóstolo. Teria sido decapitado em Roma.

João, o apóstolo do Apocalipse, pode ter sido o único discípulo direto de Jesus que teve morte natural, atingindo idade bem avançada (por volta de 100 anos). Fugindo à perseguição do imperador romano Domiciano, refugiou-se na ilha de Patmos, na Grécia, onde teria tido as visões que resultaram no texto do último livro bíblico, o Apocalipse. Segundo o historiador Eusébio de Cesareia, teria morrido em Éfeso.


Fonte: site Inteligente Fé


 
 
 

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