Menina CORAGEM
- 11 de ago. de 2016
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O testemunho desta edição ocorre em milhares de lares. Muitas vezes é o próprio estupim do descompasso do adolescente para chegar à tragédia. Não foi a pouco tempo que Bagé presenciou até onde uma jovem descontrolada pode chegar.

O largo e bonito sorriso estampado no rosto angelical de linda expressão da jovem de 14 anos de idade, que chamaremos aqui de S de superação (por motivo de lei não vai ser possível mostrar e tão pouco colocar o seu nome). Mesmo assim, em nada muda o significado maior do seu Testemunho.
A jovem participa assiduamente das reuniões na Igreja Templo da Fé e da Glória de Deus, de Bagé. Mas nem sempre foi assim, em seu relato, sua vida quando chegou à igreja os problemas estavam lhe aprisionando em um mundo cada vez mais perigoso.
S conta que sentia um grande vazio, e essa grande tristeza só ficava em oculto nela quando se encontrava com os amigos, fumando maconha e bebendo, porém, o breve momento de prazer logo dava lugar novamente para aquele vazio e tristeza que voltavam e tomavam conta de tudo de novo.
A irmã de S participava das reuniões da igreja e começou a convidá-la para se juntar a ela, mas o retorno sempre foi negativo, na sua verdade acreditava que a "igreja era coisa para velhos" e não foram poucas vezes que até debochava dos convites feitos pela irmã. A insistência a fez ir ao culto da terça-feira do Sobrenatural. Resolveu conhecer e participa das reuniões porque acabou entendendo que precisava se libertar, reconhecendo que tinha um problema espiritual, pois tinha magoa de sua mãe, tinha inveja das pessoas a sua volta e fazia de tudo para machucar as pessoas. Mas acabava no fim das contas ferindo a si próprio, “debochava e ria quando alguém tentava conversar, menosprezava a ajuda dos demais”, conta.
Era aquela pessoa totalmente revoltada, que brigava com a mãe e o pai, “batia o pé” até conseguir o que queria, que não aceitava "não" como resposta e então quando contrariada sentia raiva, vontade de bater nas pessoas a sua volta, principalmente na irmã. S relata que convivia com isso todos os dias, muitas vezes ela já acordava indignada, descontando em todos a sua volta.
Chegou ao limite, quando as pessoas lhe diziam não, e por conseguinte não conseguir o que desejava, sua vontade era de tirar a própria vida, entrava no quarto e mutilava seus pulsos. Em seu descontrole o pensamento era: ‘’É o único jeito, eu vou ser feliz quando eu me matar’’.
Quem olhava de longe não notava, inclusive sua mãe não desconfiou por tão bem escondido que deixava os pulsos cortados. Tudo por não conseguir ser feliz, isso não vinha de um problema de adolescente, mas sim, de um trauma de infância, de uma mágoa, quando ela era criança, sua mãe não a quis, a rejeição causava nos seu interior grandes questionamentos e grande revolta.
Então, diante dessa lacuna que havia dentro de S, foram muitas coisas a se apresentaram diante dela para o preenchimento do vazio. O resultado era fumar maconha, consumir bebida alcoólica, assistir filmes de pornografia, chegou a se envolver com os espíritos. “Os espíritos prometiam que teria o rapaz que quisesse”, lembra S ao declarar que tudo isso trazia prazer.
Não chegou a ser uma viciada, mas ao começar a sair para as “baladas” na noite e a influência dos amigos, chegou a achar que aquilo vivido se tratava de solução. Tudo o que a angustiava sentia que passava, mas sempre era momentâneo.
Para se sentir feliz, tinha que bater em alguém, ver “alguém mal”, era muito prazeroso. Brigava com as pessoas, presenciar alguém sorrindo a incomodava. A procura de magoar, ferir com palavras também tinha o propósito em marcar com ferro quente a vida dos demais. “Porque são felizes? Qual a solução?”, ficava a se questionar.
Em verdade, não sofria de nenhuma doença, mas chegou em uma fase em que sentia dores forte de cabeça, ao se abaixar sangrava o nariz. Não foram poucas as vezes que acordou com rosto e o travesseiro encharcados de sangue. A preocupação por parte da sua mãe foi tanta que fez “um trabalho de feitiçaria”, que, conforme relatou até funcionou, mas apenas por algum tempo, logo em seguida o problema retornou com maior força.
O problemas de S, não ficaram por aí. Problemas espirituais começaram a surgir, via vultos, ouvia vozes no interior da sua residência. Em uma dada situação estava com a irmã falando sobre espíritos imundos e nesse momento se sentiu ameaçada em ver uma sombra preta passando. “Gostava de brincar com estes assuntos”, relata S que “curtia” tanto o assunto que um dia sozinha em casa ouviu alguém chamar seu nome tão claramente que chegou a abrir a porta e foi procurar quem a chamava.
Outra tantas vezes sentiu alguém a tocando nas costas, logicamente se assustava. Até mesmo se envolveu com feitiçarias, fazia parte de um grupo, idolatrava uma entidade e acreditava nela poder transformar toda e qualquer situação, mas isso nunca aconteceu.
Em contrapartida, ao olhar para irmã que é Obreira na igreja não conseguia entender o que estava acontecendo. Já, conhecendo o passado da sua irmã, não sabia como e nem porque estava tão diferente, feliz, calma e tinha até parado de beber.
A jovem pelo contrário chegava ao último estágio se envergonhando de si, usava roupas muito curtas e "ficava com todos que conhecia", chegou ao ponto de cansar de apenas "ficar" com meninos e quis "variar" tendo envolvimentos homossexuais com outras meninas. Até considerou naquele momento ter achado o que estava procurando, por se sentir muito feliz, pois no seu entendimento só meninas poderiam entender o que ela estava passando. A troca de opção sexual foi uma saída para tentar preencher um vazio que nada preenchia, nada mais.
Agora tudo isso é passado. Com Jesus Cristo no coração e no pensamento a jovem superação é uma das obreiras da igreja, com a glória de Deus.









































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