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Amor, casamento e superação: conheça a linda história de Edi e Sandro

  • 12 de fev. de 2016
  • 2 min de leitura

Não há limites quando Deus começa a operar na vida de alguém. A cerimônia de casamento de Sandro Correa Saraiva, 53 anos e Edi Lima da Silva, 83, na igreja Templo da Fé e da Glória de Deus, realizada no mês de novembro, selou a união do casal que com muito amor, conseguiram superar as dificuldades econômicas, a diferença de idade, problemas com o álcool e permanecerem sempre juntos.

Podemos assim dizer, 1 Coríntios 13, 7-8 "O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba" cabe ao casal. Com uma infância difícil em Palmas, Sandro Correa compartilhava com mais 14 irmãos – oito por parte de pai e seis por parte de mãe, não só das mesmas peculiaridades da pobreza extrema, mas de situações inusitadas que o obrigava em razão da fome comer farelo de pilão, ratos do mato, lagarto e qualquer outro animal que pudesse saciar a sua fome. “Angú com zurrilho, era uma festa”, lembra. As sequelas destes dias de pouca alimentação soou para o resto da vida. Além, das pernas muitas finas que o deixaram com dificuldade em andar, é diabético, tem epilepsia e o chamado “sangue grosso”. A “espinha gasta”, como se refere Saraiva aos problemas na coluna, são o resultado do trabalho como mecânico, cozinheiro e tratorista, entre outras profissões que ocupou e que o obrigaram a se aposentar precocemente. Os problemas com a bebida em excesso e o cigarro chegaram como decorrência natural do seu passado.

Já, a doce Edi veio do interior de Pinheiro Machado para Bagé ainda muito jovem. Com mais cinco irmãos, trabalhou em estâncias e em casa de família como doméstica a sua vida toda. Desde os 11 anos já tinha afazeres. “Naquele tempo se passava o tempo todo trabalhando”, explica.

Então o encontro dos dois em 2009: Foi em um aniversário de três anos, começaram a partir daí o namorico (com diria Correa), que em poucos meses depois já estavam morando juntos. Foi tudo muito rápido. O problema da bebida se tornava uma ameaça. “Eram mais de litro e meio de cachaça por dia e muito cigarro”, textualiza, muitas vezes já não sabia se andava se equilibrando por razão dos problemas nas pernas ou era mesmo efeito do álcool. Caia muito no chão também por estes motivos.

Porém, um dia na parada de ônibus próximo a loja Cavalo Branco no centro de Bagé, alguém lhe indicou a igreja Templo da Fé e da Glória de Deus. Com certeza ele agradeceu, mas sestroso descartou. Dona Edi tinha vontade, mas o receio em ter de deixar a liberdade que obtivera depois de uma vida toda trabalhando a afugentava da ideia.

Então, depois de algum tempo, foram até a igreja, gostaram tanto que em um mês se batizaram. Resultado de pouco mais de um ano servindo a obra de Deus, Saraiva caminha sem necessitar ficar se agarrando nas paredes, não bebe e muito menos fuma. Possui força suficiente para ter uma vida normal. Já Edi, no auge dos seus 83 anos faz planos para o futuro com seu esposo e comemora a união dos dois, “Uma coisa que veio de Deus para a gente casar”.


 
 
 

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