Em compasso de espera
- 21 de nov. de 2015
- 2 min de leitura
Fechamento de Supermercados e hipermercados aguardam
julgamento do mérito na justiça

Segue, em compasso de espera, se realmente vai virar lei o projeto aprovado pela Câmara, em setembro, que previa o fechamento de supermercados e hipermercados de Bagé nos domingos e feriados que foi sancionado pelo prefeito Dudu Colombo, que beneficia mais de 1,5 mil trabalhadores e também os pequenos comércios onde o atendimento é feito pelo próprio proprietário.
Enquanto o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Bagé comemoram, o Sindicato do Comércio Varejista de Bagé (Sindilojas), em parceria com o Sindigêneros, entidade que representa as empresas varejistas de gêneros alimentícios no Rio Grande do Sul, encaminhou liminar à justiça, como medida para tentar anular a iniciativa. O resultado do impasse fica até que seja julgado o mérito.
Para o autor do Projeto de Lei (PL) vereador Caio Ferreira (PT) a Câmara e o executivo foram sensíveis ao entendimento de que os trabalhadores antes de qualquer discussão sobre capital X trabalho, necessitam de descanso para poder gozar de momento com seus familiares. “É justo. As pessoas devem ter o seu tempo, conviver com seus filhos, netos, cônjuge e amigos. Ter direito ao lazer também é fundamental. Estamos falando de vidas. Nestes dias tão turbulentos, isto é, o mínimo que nós vereadores, poderíamos contribuir”, ressaltou Ferreira.

André Rossi, proprietário do Frango Independência, na rua Hipólito Ribeiro 140, acredita que a lei, entrando em vigor, favorece realmente ao pequeno comércio. As questões de familiares ajudarem é fator também importante, isto porque, a lei de descanso aos funcionários se enquadra a todos os estabelecimentos. Porém, o resultado vai ser medido pelo produto oferecido, por se tratar de um consumidor a ser conquistado. “Se adequar a esse público é o desafio”, explica Rossi, alertando que este cliente deve se sentir contemplado em ir também ao bairro para comprar, isto porque, são poucos estabelecimentos comerciais no centro da cidade.

Já Luis Eduardo da Luz, do Mercadinho Bom Preço, localizado na Dr. Penna, 799, a lei, caso entre em vigor, vai ajudar o pequeno estabelecimento. Porém, existem pontos importantes como a variedade e o hábito das compras nos supermercados. “Seja como for, os pequenos vão oferecer o básico e isto vai atrair outros clientes que não atendemos hoje”, lembra. O fato em questão, é que a diferença também vai ocorrer em abrir os mercados aos domingos e feriados a tarde, já que todos geralmente abrem na parte da manhã. “Será que o dinheiro compensa não ter um tempo para descansar”, questiona.
Com a instituição da Lei Municipal nº 5540, os estabelecimentos somente poderão funcionar de segunda-feira a sábado, das 8h às 22h. A exceção serão espaços que não contam com funcionários, onde o atendimento é feito pelo próprio proprietário.









































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